O Álbum de Fotografias está agora de casa nova: http://francoguto.wordpress.com/
álbum de fotografias
Wednesday, December 01, 2010
Monday, November 15, 2010
Náusea doce
Ainda me restam os planos que fizemos, os doces que trocamos em brincadeiras simplórias e protetoras. Meu bem, sinto a falta dos seus olhos de perguntas caladas, do cheiro de sua vaidade que repetia pra si verdadeiros hinos de uma auto-suficiência vã. Sinto a falta da maciez dos seus travesseiros, de quando eu enfiava uma das mãos por debaixo de um deles em busca do peso da sua cabeça, das suas ideias suspensas.
Me faz uma estúpida falta falar de nossas coisas fúteis ao pé da cama, diante da tela do computador, dos filmes, das músicas. Sinto falta dos nossos cereais com leite e do seu misto-quente cheio de maionese, sinto falta da sua forma tranquila de devorar um pedaço de pizza e do seu desejo por bebidas exóticas. Sinto falta de te fotografar, de te posicionar dentro da melhor moldura.
Falar de saudade é ainda ouvir The Perishers e me lembrar do quanto projetamos para nós, daquele brinde na varanda, do confronto com os foguetes e com os pratos da mamãe, em plena noite de ano novo. Sentir essa falta enorme que você me faz, me remete de maneira fulminante à sua preguiça ao acordar, ao cheiro das suas mãos contra o meu rosto e ao branco manhoso da sua pele.
Meu bem, já não há mais o que remoer. Ter você me ensinou a sonhar melhor e não ter você me mostra que eu sou capaz de realizar esses sonhos, agora sozinho.
Obrigado pelas lembranças, pela tão simplória forma de poder remeter-me a você, para então encontrar novas formas de permacer neste mundo. Obrigado por ter se tornado tão definitivo, pelo menos, na memória. Ainda que doa, obrigado.
Ainda me restam os planos que fizemos, os doces que trocamos em brincadeiras simplórias e protetoras. Meu bem, sinto a falta dos seus olhos de perguntas caladas, do cheiro de sua vaidade que repetia pra si verdadeiros hinos de uma auto-suficiência vã. Sinto a falta da maciez dos seus travesseiros, de quando eu enfiava uma das mãos por debaixo de um deles em busca do peso da sua cabeça, das suas ideias suspensas.
Me faz uma estúpida falta falar de nossas coisas fúteis ao pé da cama, diante da tela do computador, dos filmes, das músicas. Sinto falta dos nossos cereais com leite e do seu misto-quente cheio de maionese, sinto falta da sua forma tranquila de devorar um pedaço de pizza e do seu desejo por bebidas exóticas. Sinto falta de te fotografar, de te posicionar dentro da melhor moldura.
Falar de saudade é ainda ouvir The Perishers e me lembrar do quanto projetamos para nós, daquele brinde na varanda, do confronto com os foguetes e com os pratos da mamãe, em plena noite de ano novo. Sentir essa falta enorme que você me faz, me remete de maneira fulminante à sua preguiça ao acordar, ao cheiro das suas mãos contra o meu rosto e ao branco manhoso da sua pele.
Meu bem, já não há mais o que remoer. Ter você me ensinou a sonhar melhor e não ter você me mostra que eu sou capaz de realizar esses sonhos, agora sozinho.
Obrigado pelas lembranças, pela tão simplória forma de poder remeter-me a você, para então encontrar novas formas de permacer neste mundo. Obrigado por ter se tornado tão definitivo, pelo menos, na memória. Ainda que doa, obrigado.
Sunday, November 14, 2010

Quando a gente desacelera, se aperta contra o âmago dos sentimentos mais familiares e serenos, é que descobrimos a real função de estar no seio de algo, na redenção dos costumes mais referenciais.
As vezes é importante voltar ao deserto que nos deu a vida para descobrirmos que as ausências são tão construtoras quanto os afagos, que os sonhos são, no final das contas, os suportes mais fiéis daquilo que somos.
Foi assim que ele voltou, retornou para então seguir mais firme, tomou as contas de suas próprias pérolas e foi, forte.
Por: G.
Foto: Annette Pehrsson
Saturday, November 06, 2010

"De tudo ficaram três coisas: A certeza de que estamos começando; A certeza de que é preciso continuar; A certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar. Fazer da interrupção um caminho novo, fazer da queda um passo de dança, do medo uma escola, do sonho uma ponte, da procura um encontro, e assim terá valido a pena existir."
Fernando Sabino
Foto: Marina Newlands {é designer gráfica, ilustradora e fotógrafa amadora, nos presenteia com essa blog que, de uma maneira leve e doce, nos inspira através por interlúdios}
Sunday, October 31, 2010
Tuesday, October 26, 2010

No país das maravilhas
Se eu resolvesse procurar em cada canto que eu passasse as razões por estar aqui e agora, brindando cada minuto sem o menor desprezo pelo acaso, certamente eu estaria vasculhando por possibilidades inócuas de um caminho triturado.
Certa vez, numa dessas baladas onde ninguém ouve música alguma - só se contorce - eu procurei me misturar com o mundo, tomar banho de gente, me esfregar em beiras,feito drogado, feito curto circuito, como se as linhas não parassem de contornar o meu corpo, feito traços bêbados de um neon previsível. Fui além, larguei a carruagem e a deixei virar abóbora longe dos meus olhos, dancei para misturar os ares, chacoalhar o perfume. Chutei a bunda do cavalo do príncipe encantado em mim, quebrei espelhos e, sem notar grandes gotas, tomei o primeiro gole de um caminho que me levaria à sacada mais alta da vida. Lá em cima, eu parecia deus, apenas parecia. Era miragem.
G.
foto: Joe Curtin
Monday, October 18, 2010
Registro
Se eu fosse ela, eu talvez me justificaria mais pelos atos de pessoas que planejam menos. Eu me esbaldaria por cantos sobrepostos com gramas e flores macias, sem ter como limite a branco impecável das meias. Eu me nutriria das noites limpas pelas quais ela se envolve em olhares despertos, inebriados. . . Se eu tivesse os seus cabelos, eu colaboraria mais com a liberdade e os prenderia, só para sentir a iminência do desfacelamento dos fios ao vento. Eu me mudaria para São Paulo. Eu me mancharia com a paixão das geléias, me surpreenderia com a negligência das estrelas cadentes. Eu cantaria num karaokê de boteco e fuzilaria-me com poucas e sonolentas palmas. Talvez, eu me enquadraria, me humilharia até perceber que a vida não passa de uma louca sujeição de corpos e que o tempo é a válvula por onde somos constantemente medidos, em gotas.
Se eu fosse ela, por um minuto, por um instante, por um pingar, eu certamente a prenderia em mim e a apertaria feito registro, para que nenhuma gota fosse despediçada mais.
Thursday, October 07, 2010

Foi, sem considerar, sem titubear. Organizou seus livros nas caixas, cor por cor. Sem lamentar, dobrou suas camisas xadrez, vez por vez. Deixou escapolir um olhar perdido. Tateou a barra da cortina, invadiu-se pelo último feixe de luz guardado no quarto, tomou um embalo torto e, sem jeito, deu de ombros. Saiu sem olhar pra trás, gota por gota.
G.
foto: Leigh Ellexson
G.
foto: Leigh Ellexson
Thursday, September 30, 2010

"Eu nunca me deixei seduzir pela possibilidade daquilo que não é pra ser meu"
por: 'Chicó' Daher (a chefia mais divertida!!)
foto: gUi Mohellen
Subscribe to:
Posts (Atom)


